Doença de Parkinson: causas, sintomas e tratamento

O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa que afeta os movimentos da pessoa. Entre os sintomas estão tremores, lentidão e rigidez muscular, além de alterações na fala e na escrita. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1% da população mundial com idade acima de 65 anos tem a doença. No Brasil, esse número é de cerca de 200 mil pessoas, de acordo dados do Ministério da Saúde. No dia 4 de abril é comemorado o Dia Nacional do Parkinsoniano, com o objetivo de conscientizar a população sobre a enfermidade.

Causas
A causa da doença de Parkinson é a deterioração de neurônios que produzem a dopamina, uma substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. Ela também pode ser causada pelo comprometimento de outras regiões do cérebro, além de fatores genéticos, principalmente em casos precoces, antes dos 50 anos.

Sintomas
O tremor pode afetar os dedos ou as mãos, mas também afetar o queixo, a cabeça ou os pés. Pode ocorrer num lado do corpo ou nos dois, com variação na intensidade. A lentidão na execução e tarefas rotineiras também é percebida em quem tem a doença. Entre outros sintomas possíveis estão distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono, respiratórios e urinários.

Diagnóstico
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode iniciar entre 10 e 15 anos antes dos sintomas se evidenciarem. Por isso, quem apresenta tremores deve procurar ajuda médica e realizar exames neurológicos que podem constatar o problema, além da avaliação do histórico do paciente. Outras doenças podem ser descartadas com a realização de ressonância magnética e tomografia.

Tratamento
O tratamento ajuda na redução da progressão dos sintomas do Parkinson, que ainda não possui cura. A escolha do medicamento mais adequado varia de acordo com o estágio da doença, os sintomas, a ocorrência de efeitos colaterais e a idade do paciente. Quem já possui alguma incapacidade pode realizar fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Em casos específicos, quando não há resposta adequada com os remédios tradicionais, há a possibilidade de alguns tratamentos cirúrgicos.

 

Referências:
Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde (OMS)