Febre amarela: saiba como a doença é transmitida, sintomas e prevenção

Desde o começo do ano, novos casos suspeitos de Febre Amarela surgiram no interior do estado de Minas Gerais, com pelo menos 48 mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde. Por isso, é preciso conhecer e ficar atento às formas de prevenção da doença.

Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus, e a urbana, transmitida pela picada do Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. O vírus da doença é chamado de Flavivírus, que tem como hospedeiro natural os primatas. É importante ressaltar que a doença somente é transmitida pela picada dos mosquitos, e não entre seres humanos e macacos.

Imunização
A vacinação é a forma mais segura de proteção contra a Febre Amarela, e está disponível em toda rede pública de saúde. Ela faz parte do Programa Nacional de Imunização, junto com as vacinas de varíola, poliomielite e sarampo. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, ainda, doses contra caxumba, tétano, tuberculose, difteria, coqueluche, rubéola e hepatite B.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que apenas uma dose de vacina contra a Febre Amarela é suficiente para a vida inteira, mas o protocolo brasileiro prevê duas doses, com intervalo máximo de 10 anos entre elas.

Juiz de Fora está entre as cidades de Minas Gerais com indicação para a vacinação. A lista completa foi elaborada pelo Ministério da Saúde.

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Confira as orientações de vacinação do Ministério da Saúde:

Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área

Indicação

Esquema

Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos

A vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.

Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade

Administrar 1dose aos 9  meses de idade e 1  dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Pessoas a partir de 5 anos de idade,  que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade

Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

Administrar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, 1 dose de reforço.

Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina

Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.

Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

 O médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.

Gestantes, independentemente do estado vacinal

A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.

Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal

A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).

 

Viajantes

 

Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

 

Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

 

Fonte: Ministério da Saúde